Resumo do Relatório Gerencial de XPSF11 (Junho de 2025) com Inteligência Artificial
FII XP SELEC
XPSF11—Resumo de Junho de 2025
Resumo
O XP Selection FoF FII tem como objetivo investir preponderantemente em cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, podendo também alocar em CRIs e outros ativos. Em junho, a gestão deu continuidade à estratégia de reciclagem do portfólio, vendendo posições em FIIs e alocando R$ 5,0 milhões em um novo (Helbor), elevando a exposição em CRIs diretos para aproximadamente 4,3% do patrimônio líquido. Um destaque do mês foi o anúncio da gestão de que planeja aumentar a distribuição de rendimentos para R$ 0,065 por cota a partir do próximo trimestre. O cenário macroeconômico, com a proposta de taxação de FIIs, é monitorado, mas a gestão acredita em um impacto marginal para os ativos atuais.
Desempenho
O fundo distribuiu R$ 0,06 por cota, valor ligeiramente acima do resultado gerado no mês, que foi de R$ 0,059 por cota. A cota de mercado encerrou o período a R$ 6,08, o que representa um desconto de 21,4% em relação ao valor patrimonial de R$ 7,74. A gestão destaca que o desconto é ainda maior, de 52,7%, quando se considera o valor patrimonial ajustado, que reflete o valor patrimonial dos FIIs investidos pelo fundo, indicando um potencial de valorização.
Dividendos
Foi distribuído o valor de R$ 0,06 por cota em junho, o que representa um dividend anualizado projetado de 14,7%. A distribuição correspondeu a 101,7% do resultado em caixa do mês. Para o próximo trimestre, a gestão sinalizou a intenção de elevar o patamar de distribuição para R$ 0,065 por cota.
Indicadores
P/VP
0,79
DY Mensal
0,99%
DY Projetado 12M
14,7%
Rentabilidade YTD
Não informado
Resultado por Cota
R$ 0,06
Dividendo por Cota
R$ 0,06
Estabilidade Dividendo
estávelNúmero de Cotistas
61.051
Métricas FOF
Desconto s/ NAV
21,4%
Volume Movimentado
R$ 6.843.601,00
Giro da Carteira
Não informado
Desconto Médio Ativos
Não informado
Upside Potencial
52,7%
Número de FIIs
20
Destaques
- Anúncio de intenção de aumento da distribuição para R$ 0,065 por cota no próximo trimestre.
- Alocação de R$ 5 milhões em um novo CRI (Helbor) com taxa de CDI + 2,60% a.a.
- Cota de mercado negociando com desconto de 21,4% sobre o valor patrimonial.
- O desconto sobre o valor patrimonial ajustado (considerando o VP dos FIIs da carteira) atinge 52,7%.
Desafios
- Resultado do mês (R$0,059/cota) foi ligeiramente inferior à distribuição (R$0,06/cota), requerendo monitoramento da sustentabilidade.
- Incerteza no cenário doméstico devido à proposta de Medida Provisória para taxar rendimentos de FIIs a partir de 2026.
Riscos do Fundo
- Risco de mercado, pois o valor das cotas dos FIIs investidos flutua diariamente.
- Risco de crédito na carteira de CRIs diretos, que corresponde a 4,3% do patrimônio.
- Risco regulatório associado a possíveis mudanças na legislação tributária para FIIs.
- Risco de liquidez das cotas do próprio fundo e dos FIIs investidos na carteira.
Notas
- A gestão avalia que o impacto da Medida Provisória que propõe taxar rendimentos de FIIs a partir de 2026 deve ser marginal, pois as regras incidirão apenas sobre novas emissões, preservando a isenção dos ativos atuais.
Observações do Mês
O fundo apresenta uma gestão ativa, reciclando seu portfólio de FIIs e aumentando a alocação em CRIs para capturar melhores retornos. O principal atrativo é o elevado desconto com que a cota de mercado negocia em relação ao seu valor patrimonial (21,4%) e, principalmente, ao seu valor patrimonial ajustado (52,7%), o que indica um potencial de valorização significativo. A sinalização de aumento nos dividendos para o próximo trimestre é positiva. No entanto, o investidor deve monitorar a sustentabilidade das distribuições, que ficaram ligeiramente acima do resultado no mês, e os riscos regulatórios, como a proposta de tributação de rendimentos.